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Em defesa das “Patroetes”

 

 

 

 

 

Assim que cruzei a porta de casa ao fim de um dia exaustivo de trabalho, minha ajudante se aproximou com cara de conversa séria e disse: – “Arrumei um emprego perto da minha casa para ganhar mais e estou saindo daqui”. O valor do novo salário não caberia no meu orçamento. Tive vontade de me jogar pela janela, mas a queda do segundo andar iria render, no máximo, algumas costelas quebradas. Consegui que ela aguardasse uma semana até que eu contratasse outra pessoa. E assim estava aberta a temporada “procurando agulha em um palheiro”.

Quem é dona de casa sabe bem o que significa perder uma funcionária. Se você trabalha o dia todo e tem filhos pequenos deve estar com lágrimas nos olhos por compartilhar meu drama. Quase nada é capaz de gerar tantos problemas quanto essa tragédia doméstica. Não dá pra deixar os bebês na gaveta enquanto você “rala” para ganhar o pão de todo o dia. Não há botões autolimpantes para a casa e nem para as crianças. Marido e filhos desaprovam a ideia de fazer greve de fome durante alguns dias para que a pia não fique lotada de louça.
Depois da mensagem do apocalipse, o jeito é soar o alarme! Amigas, irmãs, colegas de trabalho são avisadas e espalham a notícia em busca de uma alma boa que esteja disponível no mercado. Hoje em dia, além de agências especializadas no assunto, há também páginas nas redes sociais para indicação de empregadas domésticas. Vale a pena visitar uma delas para ler os depoimentos desesperados! Prepare-se para fortes emoções.
A verdade é que em tempo de “empreguetes” humilhadas por patroas de nariz empinado no horário nobre da TV, a função doméstica anda denegrida e quem precisa dessa mão-de-obra virou vilã. Sei que existem muitas madames por aí que não só ignoram as contribuições sociais, o direito a folgas e férias como também tratam as funcionárias com um desdém que mereceria cadeia. Mas, nem todas as patroas são megeras e nem todas as empregadas domésticas são tão inocentes e dedicadas quanto às da telinha.
Já tive funcionárias que abandonaram o serviço no meio da tarde sem sequer me avisar que meus filhos pequenos não teriam como entrar em casa na volta do colégio. Quase tive meu estômago cortado por cacos de vidro quando uma antiga empregada decidiu não jogar fora a maionese que caiu no chão junto com a embalagem espatifada. E a mais ousada delas não apenas passeava com meus vestidos nos fins de semana como – pasmem! – também usava minhas roupas íntimas.
Há pessoas do bem e do mal em qualquer função social ou profissional. Patroas e empregadas podem ser grandes parceiras de vida e se ajudarem nos projetos pessoais. Por isso, sou do movimento que luta contra a extinção desse ofício digno e cada vez mais bem remunerado. Salvem as empregadas domésticas! Afinal de contas, eu sou “patroete”, mas também pego as sete…
Por Joanita Gontijo

Jornalista
Alexandre Rocha
Alexandre Rocha
Diretor Executivo da Agência Lar Feliz

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