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Preço cobrado por diaristas em Belo Horizonte avança mais de 8% em seis meses

Faxina limpa casa e bolso do patrão . Alta do valor supera alta da inflação oficial do país

Desde os primeiros anúncios sobre a Lei das Domésticas, que ampliou os direitos e aumentou os custos na contratação dessas trabalhadoras, a demanda por diaristas tem crescido. Tanto que os preços cobrados para a execução do serviço subiram. De acordo com dados do site Mercado Mineiro, que pesquisou 15 profissionais/empresas, o preço médio da diária saltou de R$ 88,93 em janeiro para R$ 96,79 em junho, ficando 8,84% maior. Em seis meses, a alta superou a inflação oficial do país dos últimos 12 meses até maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é de 6,5%
Outro destaque da pesquisa, que considerou a faxina para um apartamento de três quartos no Bairro Belvedere, foi a variação de 22,22% nos preços cobrados pelas diaristas. O menor preço de diária encontrado foi de R$ 90 e o maior de R$ 110, valores que não consideram o transporte e alimentação. Feliciano Abreu, diretor-executivo do Mercado Mineiro, garante que este é um mercado que sempre esteve acima da inflação e deve permanecer assim. “Como a quantidade de diaristas no mercado não é grande, porque muitas optam por trabalhar em outras áreas ao longo do tempo, o mercado fica inflacionado”, diz.
Ainda de acordo com Abreu, embora a tendência seja de aumento dos preços em função da demanda, com a Lei das Domésticas muitas profissionais poderão migrar para as diárias, o que poderá criar uma concorrência maior e queda nos valores cobrados. “Até que isso aconteça, a sugestão é para que os empregadores pesquisem os preços, mas também combinem o serviço a ser prestado e os valores.”
Diarista há 12 anos, Raimunda de Oliveira Lopes Damasio cobra R$ 90 por dia e comemora a agenda cheia. “Todo dia alguém me liga, mas tenho serviço de segunda a sexta. Sábado e domingo eu tiro para meu descanso”, conta. De acordo com ela, o bom momento pode ser justificado pela valorização da categoria, depois da regulamentação das domésticas. “As pessoas não querem mais ter o vínculo. Ter diarista virou vantagem”, garante. No entanto, ela reforça que o trabalho é pesado e cansativo. “Somos autônomas. Se não trabalhamos um dia, não recebemos. Fora isso, fazemos o trabalho que uma empregada faz em uma semana em um dia”, declara.

A passadeira Vera Lúcia Fernandes, que tem duas clientes fixas, reajustou o preço na última semana e agora cobra R$ 110 por oito horas de trabalho, incluindo almoço e transporte. “Embora a procura seja maior para faxineira, também me ligam muito porque é difícil encontrar passadeiras. Eu, por exemplo, sou especialista em passar camisa social”, anuncia. “Acho que o serviço acabou valendo mais porque as trabalhadoras domésticas estão sendo mais respeitadas”, reforça.

AJUSTE DE CUSTOS O sócio-proprietário da agência Lar Feliz, Alexandre Rocha, que oferece profissionais pelo preço médio de R$ 100 por serviço, afirma que não reajustou o preço, embora o setor tenha sentido uma demanda maior. “Existe muita gente no mercado, mas a maioria chega sem qualificação. As mais bem preparadas assumem os trabalhos com diárias maiores”, justifica. Rocha garante ainda que o processo de troca de mensalistas por horistas continua. “ Uma casa que tinha duas funcionárias agora tem uma faxineira e uma passadeira. Essa troca ajusta os custos das famílias”, afirma.

Carolina Mansur

Publicação: 30/06/2013 06:00 Atualização: 30/06/2013 07:22 Jornal Estado de Minas

Alexandre Rocha
Alexandre Rocha
Diretor Executivo da Agência Lar Feliz

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