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14 de fevereiro de 2017
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O que é o tempo de tela? E o que fazer se seu filho só quer ficar na frente do computador, tv ou tablet?

 

Em vez de tablets, TVs e jogos eletrônicos, os pais devem promover atividades que estimulem os bebês a serem “fisicamente ativos”, como alcançar, puxar e segurar objetos, e assim mover os membros do corpo.

A recomendação acima faz parte de um guia inédito da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), e que visa estimular a prática de atividades físicas por crianças e adolescentes –incluindo os bebês de até dois anos.

Outra recomendação vem da Academia Americana de Pediatria (AAP) que diz “que bebes não deveriam ter exposição nenhuma a eletrônicos.” Também recomenda que crianças de 2 a 5 anos deveriam ter seu tempo de tela limitado a uma hora por dia com programação de qualidade e apropriada a idade.

Vez por outra essas recomendações sofrem mudanças e a razões pelas quais elas acontecem mostram que os pais não estão atentos a preocupações que podem afetar a saúde de seus filhos.

Como assim?

Veja a nota divulgada pela AAP: “Em um mundo em que ‘tempo de tela’ está se tornando simplesmente ‘tempo’, nossas políticas devem evoluir ou ficar obsoletas”.

Realmente está cada vez mais difícil para os pais controlar o tempo de tela, isto é a exposição de seus filhos a eletrônicos como tablets, tvs, jogos eletrônicos e outros.

Um dado levantado pela Common Sense e utilizado em um documento da AAP aponta que 30% das crianças norte-americanas utilizam um aparelho móvel pela primeira vez antes de completar 2 anos. Essa realidade mostra que os pequenos estão se conectando cada vez mais cedo e que essa é uma tendência que, aparentemente, não será revertida tão cedo.

 
 
 
 

Por que os pais deveriam se preocupar com o tempo de tela de seus filhos?

O uso excessivo de televisão, videogames, tablets, smartphones e computadores tem sido associado ao sedentarismo, obesidade, agressividade, violência, problemas de sono e outros distúrbios de comportamento.

Apesar de ter potencial para ajudar a criança a se desenvolver em diversos aspectos, o uso contínuo de aparelhos eletrônicos representa uma ameaça já conhecida da ciência. De acordo com Christian Müller, do Departamento de Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os problemas relacionados ao excesso de exposição as "telas" podem envolver tanto questões físicas quanto comportamentais. “As crianças podem apresentar dores musculares, articulares, má postura, dores de cabeça, alteração visual e alteração de sono” afirma. “Podem ainda ter sintomas de ansiedade, irritabilidade, agressividade, queda do desempenho escolar e isolamento”, completa.

Por conta dos problemas que os eletrônicos podem trazer, o pediatra acredita que a antiga recomendação de até 2 horas por dia continua válida, mas o importante é que seja respeitada a realidade de cada família e o bom senso dos pais. “O ideal é que o período que a criança fica exposta as telas não seja ininterrupto, mas intercalado com outras atividades de rotina, como estudo, leitura, brincadeiras e atividades ao ar livre”, defende.

A experiência da criança longe das telas continua sendo essencial para o desenvolvimento. É brincando com objetos e por meio da interação direta com outras pessoas que ela desenvolverá a capacidade de imaginar e fantasiar, o que permite um maior desenvolvimento emocional. Quando se substitui o concreto pelo virtual, a etapa da simbolização, que possibilita todos esses avanços, é extinta.

 
 
 
 

O que você pode fazer se seu filho só quer ficar na frente do computador, TV ou tablet?

Depois que a criança se torna dependente dos aparelhos eletrônicos, é mais difícil reverter a situação.

Quanto mais usa o recurso tecnológico, mais a criança se afasta do social. No ambiente virtual, existem programas, como os jogos, que funcionam por meio de estímulos de recompensa. Isso acaba criando um mecanismo parecido com o do vício. Se você corta abruptamente, a criança passa por períodos de abstinência e pode ficar muito ansiosa.

A melhor maneira de redirecionar uma criança que só quer ficar na frente do computador, celular ou tablet é apresentar outras formas de brincar e se divertir e estar presente nessas novas atividades. A preferência deve ser dada a experiências às quais a criança não esteja acostumada, como um piquenique no parque ou um acampamento improvisado na sala. É importante também diminuir o tempo de tela gradativamente, para que o processo seja menos doloroso, tanto para os pais quanto para os filhos.

Você pode contornar essa situação seguindo as recomendações abaixo:

Sejam verdadeiros pais e o modelo para os filhos – Brinque com os filhos e estabeleça limites. Envolva-se com o que seu filho está fazendo. É importante também controlar o seu próprio uso de aparelhos eletrônicos, já que a interação face a face continua essencial. Promova pelo menos uma hora diária de brincadeiras e atividades que façam a criança se movimentar. Não instale equipamentos como televisão e computador no quarto da criança e não permita que ela durma com tablet ou smartphone por perto.

Estimule a comunicação dentro de casa – Bebês aprendem melhor por meio da comunicação com outra pessoa. E para as crianças a conversa é fundamental para seu desenvolvimento linguístico. Não se esqueça de conversar com seu filho sobre bullying virtual e ensiná-lo sobre os perigos da internet.

Avalie o conteúdo e determine o momento apropriado – A qualidade do conteúdo é mais importante do que a plataforma ou do que o tempo gasto com o aparelho. Dê mais importância à maneira com que seu filho utiliza o tempo em vez de simplesmente cronometrá-lo. Desencoraje o uso de TV e outros equipamentos enquanto a criança faz tarefas escolares. E deixe claro ao seu filho o limite de uso diário de cada equipamento com tela.

Brinque junto - Jogue um videogame com seu filho. Sua perspectiva influencia a maneira como a criança entenderá a experiência. Para pais de bebês, estar envolvido quando ocorre o uso de telas é essencial. Tenham momentos de uso conjunto (adultos e crianças) das telas, em atividades que envolvam criatividade e aprendizado.

Crie zonas livres de tecnologia – Preserve as refeições em família. Carregue os aparelhos eletrônicos fora do quarto das crianças. Essas ações estimulam o tempo em família e hábitos mais saudáveis de alimentação e sono.

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Alexandre Rocha
Alexandre Rocha
Diretor Executivo da Agência Lar Feliz

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